Arte, política e polícia foi o que se viu hoje no final da tarde no Pavilhão da Fundação Bienal de São Paulo. Um pichador juntou-se ao protestos dos ambientalistas pró-libertação dos urubus presentes na obra de Nuno Ramos, entrou no espaço do viveiro e pichou "Liberte os Urubu". Não conseguiu finalizar a frase. Foi um corre-corre total, seguranças, bombeiros, polícia atônita sem saber o que fazer, diante do público que se manifestava em favor dos animais e do pichador. Muito corre-corre nas rampas e a polícia "prendendo" o rapaz.
Depois, num movimento de tensão total os seguranças e a polícia foram "convidando" o público a se retirar. Tensão, certa truculência e uma sensação de que, para um evento que se pretende discutir política, o que viu na 29a Bienal de São Paulo hoje estava longe de ser uma busca de diálogo e troca, ou seja, de ação política. O que se viu foi intolerância e exercício de poder de forma dura. Pareciam os anos de chumbo...
Críticos, curadores, artistas e público com uma sensação estranha e amarga na boca. O grupo de policiais vindo, em formação para nos convidar a sair foi algo, no mínimo, assustador.
Se desejarmos realmente pensar a arte e suas relações políticas, é preciso de maturidade e convicção para isso, senão, dá nisso.
Veja as imagens, que dizem muito...
PARA SABER MAIS sobre a 29 BIENAL e todo esse debate...>>>
http://www.stj.myclipp.inf.br/default.asp?smenu=noticias&dtlh=164481&iABA=Not%EDcias&exp=